Qua, 31/12/2025 - 11:07
Em 2026, depois de se aprovar a conta de gerência do município e fechar-se o exercício de 2025, a câmara de Alfândega da Fé vai formalmente pedir a saída do excesso de endividamento ao Fundo de Apoio Municipal. O autarca admite que a saída do excesso de endividamento vai permitir percorrer um novo caminho, com maior robustez financeira. “Para o ano, depois de aprovarmos a conta de gerência do município e consolidarmos, fecharmos de facto o exercício de 2025, podemos formalmente pedir a saída do excesso de endividamento às entidades da tutela, ao Fundo de Apoio Municipal, e, obviamente, também ao nosso Governo. E é isso que vamos fazer a partir de abril ou maio, podermos instar um novo caminho, um caminho com maior robustez financeira, porque as nossas receitas, felizmente, têm vindo a aumentar, um caminho de maior autonomia, podemos escolher novas medidas e podemos também cumprir um dos principais compromissos que assumimos com os alfandeguenses, que é continuar a reduzir os impostos municipais”, aponta Eduardo Tavares.
Em entrevista à Rádio Brigantia e ao Jornal Nordeste, o autarca esclareceu que um dos grandes projetos para este mandato é criar uma escola profissional no concelho. “É algo que queremos trabalhar. Aliás, foi até anunciado numa reunião que tivemos com os diretores do Centro de Emprego do distrito de Bragança. Mais do que a agricultura, queremos trabalhar áreas funcionais. Temos falta de mão-de-obra em muitas áreas. Carpinteiros, eletricistas, pedreiros, calceteiros, canalizadores… e temos que perceber o que é a oferta que já temos na região, que ela pode ajudar-nos a criar para atrair também jovens para o nosso território e poder formá-los”.
Neste mandato, o presidente quer ainda construir um pavilhão multiusos. “O nosso grande projeto âncora no PROVERE - Programas Regionais de Valorização Económica dos Recursos Endógenos da nossa região vai ser a criação de um pavilhão multiusos no nosso espaço de feiras, no nosso recinto da feira, onde queremos criar um grande pavilhão para a dinamização da economia da nossa região, do nosso concelho, e há um espaço para os nossos empresários onde podemos, efetivamente, vir a ter um programa anual de atividades económicas. É um processo que tem que avançar nos próximos dois anos”.
O regadio também esteve em destaque nesta entrevista. Eduardo Tavares admitiu que, se um dia a União Europeia vier a alterar os seus pressupostos, a captação de água para rega do Baixo Sabor pode ser uma possibilidade. Ainda assim, destacou que não se pode “pregar no deserto”, sabendo que isso, depois, não é financiado.
A entrevista a Eduardo Tavares pode ser ouvida, na íntegra, hoje, depois do noticiário das 17 horas, ou lida na edição desta semana do Jornal Nordeste.
Escrita por rádio Brigantia




