Seg, 28/11/2016 - 09:41
Ramalho Eanes fez questão de frisar que foram os acontecimentos do 25 de Novembro que levaram à consolidação da democracia em Portugal. “O que importa é ver que aquele momento permitiu que as promessas de Abril fossem respeitadas e perceber que, ao 25 de Abril e ao 25 de Novembro, que são dois momentos que se conjugam, a eles se deve o país que hoje temos, a tolerância política de que hoje usufruímos, o desenvolvimento, que, apesar de tudo, se verificou, mas, sobretudo, a liberdade democrática que se mantém”, frisou ex-presidente da República.
Já o General Alípio Tomé Pinto, natural de Maçores, no concelho de Torre de Moncorvo, lamenta que os acontecimentos do 25 de Novembro estejam a ser reiteradamente desvalorizados”. “O 25 de Abril não seria comemorado, se não tivesse havido um 25 de Novembro. Como o 25 de Novembro não se justificaria, se não tem havido um 25 de Abril. Não há ninguém dono da história… Há uns que pensam que são donos do 25 de Abril e o 25 de Novembro ficou um bocado esmagado e esquecido… Lamento que assim seja, porque, estudado, vê-se que, ao fim e ao cabo, concretizou alguns dos objectivos do 25 de Abril que estavam postos em causa”, reforçou Alípio Tomé Pinto.
Declarações à margem da apresentação da obra “Tenente General Alípio Tomé Pinto-O capitão do Quadrado”, da autoria de Sarah Adamoupoulos e Alípio Tomé Pinto e que retracta a vida do moncorvense, desde os tempos que passou em Trás-os-Montes, passando pelas três comissões de serviço em Angola e na Guiné, ao seu papel nos acontecimentos do 25 de Novembro de 1975, entre outros episódios menos conhecidos do Tenente General”. Escrito por Brigantia




