Nordeste transmontano será o único ponto do país com eclipse total a 12 de agosto de 2026

PUB.

Sex, 13/02/2026 - 10:24


O Centro Ciência Viva de Bragança terá um papel central nas comemorações e na preparação do evento, com um festival que antecede o fenómeno de dia 12 de agosto.

Bragança é o único distrito de Portugal onde o eclipse solar de 12 de agosto poderá ser observado na totalidade. Foi precisamente em Bragança que decorreu, ontem, a apresentação do Programa Nacional do Eclipse 2026, destacando o papel central do nordeste transmontano naquele que será um dos fenómenos astronómicos mais raros das próximas décadas.

Segundo a diretora executiva da Ciência Viva, Ana Noronha, o ponto mais importante das observações regista-se no Parque Natural de Montesinho, mais concretamente em Rio de Onor, Varge e Guadramil.

“O disco do Sol ficará completamente tapado pela Lua e, portanto, durante uns segundos vai ser como se fosse de noite, mas uma noite estranha. No resto do país vamos ter um eclipse espetacular com uma grande profundidade, que em todo o país, incluindo ilhas, as pessoas poderão observar o eclipse mas não com a espetacularidade que tem o eclipse total que será aqui na região.”

O fenómeno não pode ser observado sem os devidos cuidados. É necessário usar óculos especiais. “Estamos a criar uma campanha em colaboração com a Direção-Geral de Saúde, com a Associação Nacional de Farmácias e com as instituições da área da astronomia, evidentemente, para explicar às pessoas formas de observar o eclipse em segurança, porque a primeira tentação será olhar para lá, ver o que é que está a passar-se com o Sol. Isso pode causar danos que são irreversíveis na retina. A primeira indicação é não olhar para lá sem proteção. Os nossos óculos escuros de praia não protegem nada. Para olhar para lá é preciso ter equipamento especial.”

O Centro Ciência Viva de Bragança terá um papel central nas comemorações e na preparação do evento. A diretora executiva, Clotilde Nogueira, anunciou a realização de um festival, nos dias 10 e 11 de agosto.

“Vai acontecer um festival de geração ciência que irá comemorar os 30 anos da Ciência Viva e irá anteceder o grande dia, com palestras, workshops, observações diurnas e noturnas durante, acompanhados de astrónomos amadores e profissionais também, e vamos ter tertúlias, sessões de planetário, sessões imersivas disponíveis para toda a população. Vai haver uma panóplia de atividades que fazem parte dos festivais de ciência”, rematou.

Os curiosos que se queiram deslocar a Rio de Onor terão, depois, de se inscrever para poder estar no epicentro português do eclipse.

O próximo eclipse total ocorre daqui a mais de cem anos, em 2144. O último visível em Portugal aconteceu em 1912.

Escrito por Rádio Brigantia.

Jornalista: 
Carina Alves