Qua, 31/12/2025 - 13:02
A Assembleia Municipal de Macedo de Cavaleiros aprovou o Orçamento e as Grandes Opções do Plano para 2026, no valor global de 36 milhões de euros, mais dois do que no ano anterior.
O presidente da Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros, Sérgio Borges, explica que se trata de um orçamento prudente, realista e sustentável, condicionado por opções políticas tomadas pelo anterior executivo. “Não era este o orçamento que queríamos, mas foi o orçamento possível. Obviamente, que podem dizer que não é ambicioso, mas é realista. E quando digo realista em termos de valores, não há overbooking, não há milhões de receitas que na realidade não existem. Tomámos um risco, também fizemos sessões de esclarecimento com as pessoas, nomeadamente os presidentes de Junta, porque obviamente eu, como ex-autarca de freguesia, sei o que isso é e não ter aquilo que queremos no orçamento e obviamente que eu tinha que prestar esse esclarecimento e explicar-lhes que em abril na rectificação tudo irá mudar, mas foi o orçamento possível, transitório e temporário”.
Segundo o autarca, alguns projetos que já estavam cabimentados vão agora ser revistos e reprogramados, por diversas razões. “Atenção que estamos a falar de 22 candidaturas, mais de 9 que estão a ser renegociadas, tendo em conta o panorama nacional em termos da construção civil, que houve muitos concursos que ficaram desertos. Também a questão do prazo para concluir os projetos, que era muito pequeno, e depois, claro, a comparticipação do Estado, muito baixa em relação à comparticipação do município, o que obviamente estrangulava e comprometia o futuro financeiro do município e foi estratégico”, concluiu. Uma das principais justificações prende-se com a reduzida comparticipação de fundos comunitários, situação que poderá colocar em risco a tesouraria municipal.
Entre os projetos que ficam suspensos estão a construção da Base de Apoio Logístico, no valor de 2 milhões 276 mil euros, a Casa da Ceifa e da Malha, em Morais, orçada em 602 mil 975 euros, a requalificação das naves do Parque Municipal de Exposições, no montante de 5 milhões 169 mil euros, a requalificação da Casa da Fábrica da Igreja, com um investimento previsto de 787 mil 613 euros, e o projeto de Conservação da Natureza, Biodiversidade e Património Natural do Azibo, avaliado em 1 milhão 174 mil euros, cuja execução deveria terminar a 31 de julho do próximo ano.
Sérgio Borges referiu ainda que, em alguns destes projetos, foram lançados concursos públicos que acabaram por ficar desertos.
O orçamento mereceu fortes críticas por parte da oposição do Partido Socialista, sobretudo pelo cabimento financeiro de um milhão de euros destinados a festas e feiras. A oposição questionou as prioridades do executivo, tendo o presidente da câmara respondido que uma das principais apostas passa pelo saneamento básico em várias aldeias do concelho.
Escrito por Onda Livre FM (CIR)




