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Alfândega da Fé pode vir a ter um centro de actividades ocupacionais para pessoas com deficiência

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Sex, 24/01/2020 - 09:10


A Associação Leque, de Alfândega da Fé, vai submeter uma candidatura ao Programa 2020 para a realização de um centro de actividades ocupacionais para pessoas com deficiência.

A empreitada consistirá na reabilitação do edifício da instituição e a construção de mais dois pisos.

“A nível da deficiência é uma obra de cariz prioritário. Cada vez mais, pela questão da demência, não só a deficiência cognitiva e motora, mas a demência também é uma questão da deficiência e estamos cada vez mais a ser atingidos. Obras da deferência são muito importantes para nós e devemos apostar neste tipo de investimento”, salientou a presidente da associação, Carla Fernandes.

Carla Fernandes explicou ainda que algumas das valências do CAO são consultas de psicomotricidade e terapias.

“Com o CAO vamos ter actividades de cariz social, um ginásio, a psicomotricidade, as psicoterapias da fala, descanso para os cuidadores informais, refeitório, casas de banho próprias e elevadores. Vai proporcionar mais qualidade de vida”, mencionou.

O projecto já está feito e está avaliado em 400 mil euros. Até agora já foi dado o parecer positivo do Conselho Local e Acção social de Alfândega da Fé e do director da Segurança Social, ainda assim falta recolher outros pareceres para que a candidatura seja submetida.

“O arquitecto já tem o projecto finalizado e agora falta o parecer contra os incêndios e depois do delegado de saúde. Se tudo correr bem, este ano começam as obras. Eles em dois meses ou três darão a resposta e as obras começarão no final do ano”, acrescentou.

Eduardo Tavares, autarca de Alfândega, salientou que este é um projecto que tem tido o apoio burocrático da câmara, quer “no trabalho necessário para o projecto”, na “arquitectura”, no “acompanhamento do processo” e “nos procedimentos do concurso”.

Ao programa 2020, inicialmente foi candidatado um projecto para a construção de um lar residencial para pessoas com necessidades especiais, mas a verba atribuída não era suficiente para concretizar o plano. Por isso, foi preciso refazer a candidatura e daí surgiu o projecto do centro de actividades ocupacionais. Ainda assim, a presidente da instituição salientou que não vão desistir do plano inicial, a construção de um lar.

Jornalista: 
Ângela Pais