Qui, 29/01/2026 - 09:10
Sete organizações ambientalistas condenam as recentes declarações feitas pelo Ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes, sobre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.
Em comunicado, a coligação C7, composta pelas associações WWF - Portugal, FAPAS, GEOTA, LPN, QUERCUS, SPEA e ZERO, considera as declarações do ministro “incompatíveis com o Estado de Direito democrático” e que ao dirigir-se “pública e diretamente aos responsáveis máximos do ICNF, está a “desautorizar” a instituição.
Os ambientalistas defendem ainda que “o ICNF não existe para legitimar decisões políticas, mas sim para cumprir e fazer cumprir a lei, avaliar impactos ambientais e salvaguardar bens públicos essenciais”
No mesmo comunicado, a Coligação C7 defende ainda que o ICNF deve volte a ter “tutela única” do Ministério do Ambiente e Energia.
Para “assegurar coerência política, transparência institucional e alinhamento com os objetivos nacionais e europeus de conservação da natureza e da biodiversidade”.
Em Bragança o ministro da Agricultura e mar, rejeitou qualquer intenção de relativizar a lei mas sim de “haver mais celeridade”. “Há muitos atrasos e nós temos de decidir rapidamente todos. Eu não peço para relativizar a lei, eu peço para haver celeridade e também peço para que não haja empatas. E nós, felizmente, temos na administração pública excelentes exemplos. E depois temos meia dúzia que empatam e que põem em causa o serviço de todos os outros”, disse.
Em causa está a divulgação de um vídeo que José Manuel Fernandes enviou aos dirigentes do ICNF, num encontro que decorreu recentemente.
Vídeo esse que já foi tornado público pelo próprio ministro. Entretanto, o Partido Socialista já pediu uma audição parlamentar a José Manuel Fernandes.
Escrito por Rádio Brigantia.
Foto: República Portuguesa





