Sex, 06/12/2013 - 09:51
“Eles tapam a cara com máscaras de lata e de madeira” é uma peça trazida para esta bienal pela companhia ESTE – Estação Teatral da Beira Interior – que retrata as tradições de Inverno e a vontade de um povo em não deixá-las morrer.
A história representa uma aldeia transmontana que está a extinguir-se.
“A acção gira em volta de uma festa que não chega a fazer-se, fica-se pelos preparativos e simbolicamente fala-nos de uma aldeia que morre perdendo-se também estas tradições”, refere o encenador Nuno Pino, acrescentando que “pomos esta questão em debate, pois tradição não é ficar parado no tempo”.
Ontem os utentes das IPSS’s de Bragança tiveram oportunidade de assistir a esta peça que os fez reviver a sua juventude,
“Gostei muito porque se entendeu bem a história, conheço bem esta tradição e aprecio-a muito”, refere José Costa. “Eu ri-me muito e quando vi os chocalhos lembrei-me de quando eu andava com as ovelhas”, conta Ilda Assunção, acrescentando que “gosto muito dos caretos pois eu venho sempre ver o desfile à cidade”.
A peça volta a subir ao palco do Teatro Municipal de Bragança hoje e amanhã à noite, desta vez para o público em geral.
Além deste espetáculo, a Mascararte oferece ainda até ao encerramento uma exposição sobre mascaras da Ásia, oficinas para crianças sobre as mascaras do oriente e teatro de sombras, a dança da rosca e a arrematação do Charolo, um espetáculo de fogo imaginário e a culminar com a queima do mascareto amanhã à noite.
Escrito por Brigantia





