Qui, 05/12/2013 - 09:56
Os professores garantem que vão lutar contra esta medida, que dizem que põe em causa as habilitações concedidas pelas instituições de ensino superior.
“Eu considero que esta prova é injusta e não revela nada. Põe em causa o trabalho feito pelas universidades, pelos orientadores de estágio, não dignifica o trabalho feito pelos professores. E os professores contratados são pessoas que se sujeitam a muita coisa para poder trabalhar”, afirma Aurora Teófilo.
Também Carla Matos, uma das professoras que terá que realizar a prova, garante que vai lutar contra esta medida. “Eu sou mesmo contra a génese da prova, sou licenciada, tenho um diploma certificado por uma universidade e não concordo com os moldes desta prova. Além disso, não tenho cinco anos de serviço completos, logo sou obrigada a fazer esta prova. Sou professora há sete anos, só que tive horários incompletos, tapei buracos”, constata a docente.
Os docentes dispensados da prova também estão solidários com os colegas.
“Sou contratada há 10 anos, já não tenho que realizar a prova, mas conheço essa realidade e forçosamente tenho que estar presente para mostrar que não estou de acordo”, diz Aurora Teófilo.
“Não é uma prova que vai definir se o professor é ou não competente, tendo em conta o tipo de prova e o tipo de questões. Acho que não vai comprovar nada em relação à competência dos docentes”, afirma Gorete Félix.
Esta manifestação é organizada pela FENPROF. O dirigente do Sindicato dos Professores do Norte, José Domingues, diz que a adesão dos docentes a esta acção de luta demonstra a indignação da classe.
“É uma boa resposta de professores contratados. A generalidade destes professores não trabalha, alguns trabalham noutras actividades que não o ensino e muitos deles não vão receber para se poderem deslocar a Lisboa. Estes colegas só vão chegar a Bragança por volta das duas ou três da manhã, são quase 24 horas nesta deslocação a Lisboa para mostrar o descontentamento quanto à realização da prova”, salienta o dirigente sindical.
Estes professores do distrito de Bragança juntam-se a outros de diferentes pontos do País, que vão manifestar-se em frente à Assembleia da República contra a prova de avaliação dos docentes.
Os sindicatos ligados à FENPROF mantêm ainda a greve para dia 18, o dia da prova.
Escrito por Brigantia





