Sex, 23/01/2015 - 19:16
Pais e alunos impediram a entrada no estabelecimento de ensino e protestaram contra as condições nas salas e pavilhões. O frio é a principal queixa numa escola com 30 anos e que nunca teve obras de fundo. De acordo com os alunos também chove dentro de algumas salas.“Temos quatro e sete graus dentro das salas de aula. Ter aula lá dentro ou cá fora é a mesma coisa. Estamos mais atentos a estarmos quentinhos do que a ouvir a professora”, afirma um dos alunos que participou na manifestação.Outra aluna diz que com o frio “não dá para pensar, nem para escrever” e que já se constipou várias vezes.Os pais defendem que os alunos não devem estudar em situação desigual em relação a outros estudantes e exigem que sejam feitas obras na escola.“O meu filho tem que escrever com luvas e não pode tirar o casaco. E têm uma sala que até lhe chamam a salgadeira, ora imagine onde se podem curar presuntos. Nós pagamos impostos e estamos cheios disto, fartíssimos”, afirma uma das encarregadas de edução que participou no protesto.José Fonseca é professor nesta escola há cinco anos e mostra-se solidário com o protesto. O docente entende que numa altura em que se registam temperaturas muito baixas, pode estar em causa o rendimento dos estudantes.“Nós estamos solidários com os alunos, porque realmente faz muito frio dentro das salas. Estão geladas, é difícil ensinar, mais difícil será ainda aprender”, afirma José Fonseca.O director do Agrupamento de Escolas de Vinhais foi um dos professores que não conseguiu entrar na escola ao início da manhã de hoje. Rui Correia não integrou a manifestação, mas diz compreender as razões dos alunos.“Os alunos têm alguma razão, porque de facto faz frio nas salas de aula muitos dos dias de Inverno. Há oito anos para cá tenho vindo a alertar os meus superiores hierárquicos, da DREN e agora da DGEST, para esta situação. Todos os anos eu faço referência que não podemos passar outro Inverno nestas condições”, De acordo com o director, a Dgeste - direcção-geral dos estabelecimentos escolares, informou que a escola de Vinhais será uma das primeiras a ser intervencionada assim que houver possibilidade.
Rui Correia garante que nos meses de Inverno a escola gasta mais do que o duodécimo a que tem direito, de cerca de 6 mil euros, só para pagar as despesas com o aquecimento.
Escrito por Brigantia