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Distrito de Bragança contraria o cenário que se vive no país quanto à falta de professores

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Qua, 20/09/2023 - 09:09


É esta a imagem que os directores dos agrupamentos de escolas da região transmitem

Em Bragança, no agrupamento de escolas Emídio Garcia parece não ter havido constrangimentos no arranque do ano lectivo. De acordo com o director, Carlos Fernandes, não há falta de professores. “No Interior Norte as coisas estão mais ou menos pacificadas. Parece-me que estamos a entrar de forma natural. Falta de docentes não temos, aquilo que temos é substituições que estão a ser colmatadas, por isso não vislumbramos grandes problemas”.

No agrupamento de escolas Miguel Torga, também em Bragança, na semana passada havia 7 professores em falta. No entanto, foram todos colocados na passada sexta-feira, através da bolsa de recrutamento. Por isso, a directora, Fátima Fernandes, adianta que o regresso às aulas correu bem, mas mostrou-se preocupada com o envelhecimento da classe docente. “Estamos, muitos de nós, em vias de se aposentar. Outros têm 4 ou 5 anos até à aposentação. Preocupa-nos, no fundo, o futuro da escola mas isso é a nível nacional, o que será a escola daqui a 4 ou 5 anos se não houver renovação dos docentes”.

Em Vila Flor, quanto à contratação de professores, segundo esclareceu o director do agrupamento, Fernando Almeida, a situação é tranquila. “Nunca se pode garantir que esteja tudo fechado porque há horários temporários que irão surgindo, mediante as necessidades, nomeadamente ausências por motivo de doença, que possam dar, entretanto, entrada”.

Por Miranda do Douro a contratação de professores também está “praticamente fechada”, assume o director do agrupamento, António Santos. “Temos apenas algumas necessidades de substituição, nomeadamente de docentes que meteram atestado médico. Já pedimos essas substituições. E temos ainda um horário ou outro que está a concurso mas a maioria dos docentes estão colocados”.

Por Vimioso, onde só é possível frequentar a escola até ao 9º ano, o cenário é praticamente igual e, segundo a directora, Ana Falcão, só falta um professor. “Estão todos colocados, fora este”, esclareceu a directora do Agrupamento de Escolas de Vimioso, Ana Falcão, que disse que esta questão aconteceu este ano “excepcionalemente”.

Ao que apurámos, em Macedo de Cavaleiros também não há problemas, sendo que o director do agrupamento de escolas, Paulo Dias, referiu que não há nenhuma situação de falta de professores. No Agrupamento de Escolas de Mirandela o cenário é praticamente igual: está a proceder-se a algumas substituições, que devem ser suprimidas com a abertura das bolsas de recrutamento.

A falta de professores está a ser a principal preocupação no regresso às aulas mas na região, segundo directores dos agrupamentos de escolas, não há grandes constrangimentos.

Escrito por Brigantia

Jornalista: 
Carina Alves / Ângela Pais