Sex, 20/03/2026 - 09:12
A Delta Cafés lançou uma coleção de pacotes de açúcar dedicada a divulgar o Acolhimento Familiar de Crianças e Jovens, em Bragança. Em todo o distrito é promovido apenas por uma instituição: o Centro Social Nossa Senhora de Fátima, em Macedo de Cavaleiros.
Segundo Sónia Almeida, coordenadora da equipa do acolhimento familiar, a ideia é dar a conhecer esta medida de proteção e incentivar o envolvimento da sociedade. “A ideia partiu da equipa. Nós estamos sempre à procura de novas ideias, ideias criativas para divulgar o acolhimento familiar e sensibilizar a população. No nosso distrito temos, neste momento, 8 famílias de acolhimento e pretendemos alargar a bolsa das nossas famílias de acolhimento. Nada melhor que as pessoas irem tomar um café e nos pacotes de açúcar verem uma mensagem sobre o acolhimento familiar”.
A iniciativa, que já está a dar frutos, inclui três pacotes diferentes, que já estão a circular. “Já houve pessoas que nos contactaram precisamente por terem visto a publicidade nos pacotes de açúcar. Queriam saber mais informações sobre o acolhimento familiar, o que têm de fazer”.
As crianças que seguem para acolhimento familiar são, normalmente, retiradas às famílias pelos tribunais e pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens. Além disso, há ainda crianças que podem já estar em casas de acolhimento residencial e que se enquadram nesta resposta social. As pessoas interessadas em tornar-se numa família de acolhimento têm de, inicialmente, participar numa sessão de esclarecimentos do centro social. “As pessoas são convidadas a participar numa sessão informativa, de 20 a 30 minutos, que não é vinculativa, em que os colegas explicam de que é que se trata o acolhimento familiar, que é uma medida de caráter provisório, que não é um projeto de vida em si, que as crianças que são retiradas com medidas judiciais ou através das CPCJ são colocadas provisoriamente no seio de uma família em vez de estarem numa instituição. Nós fazemos sessões informativas mensais, muitas vezes, online e também presencialmente. A próxima é presencial, dia 26, em Carrazeda de Ansiães”.
As famílias que queiram acolher crianças têm formação inicial e contínua, acompanhamento técnico da equipa, compensação financeira para os encargos com as crianças, bem como direitos laborais, tal como todos os pais.




