Ter, 27/01/2015 - 10:45
A presidente da autarquia esclarece que com esta ajuda de urgência a dívida será reestruturada, para garantir melhores condições de pagamento. Berta Nunes salienta que o passivo da câmara tem vindo a ser reduzido, mas o elevado valor pago ao banco, em juros, não permite folga nas contas, nem novos investimentos.“Como temos um passivo de médio e longo prazo muito grande, que tem a ver com a dívida que herdámos, vamos aproveitar a ida ao FAM para reestruturar a dívida, para diminuirmos os juros e para que o peso seja menor nas nossas contas”, avança a autarca.A autarca adianta que, desde o final do ano passado, os pagamentos a curto prazo aos fornecedores são feitos em 11 dias. Para Berta Nunes, o maior problema são mesmo os encargos com a dívida a médio e longo prazo.“O curto prazo está controlado, queremos continuar a pagar a tempo e horas, mas o peso da dívida nas nossas contas anuais é significativo. Este ano, recebemos de transferências do Estado à volta de 5 milhões e 400 mil euros, o nosso maior custo é o pessoal, que também temos vindo a reduzir, mas mesmo assim gastamos à volta de 2 milhões e 800 mil euros com pessoal, a seguir o maior custo que temos é com os encargos da dívida”, aponta Berta Nunes.Alfândega da Fé foi obrigada a recorrer ao Fundo de Apoio Municipal por ter uma dívida total 3 vezes superior às receitas médias dos últimos três anos.
A autarca garante que a situação se prende com a dívida herdada, em 2009, de 24 milhões de euros. De acordo com Berta Nunes, esse valor foi até ao momento reduzido para os 20 milhões de euros.
Escrito por Brigantia