Seg, 26/01/2015 - 10:21
“Eu acho que a tendência é haver menos imigrantes a trabalhar, provavelmente mais imigrantes se forem considerados dessa forma os estudantes, mas menos gente a trabalhar. Creio que também algumas pessoas pelo facto de terem vindo para países estrangeiros, nomeadamente para Portugal, terem conseguido eventualmente ganhar algum dinheiro e refazer a sua vida nos países de origem, fez com que houvesse um abandono dos países para onde tinha ido”, constata o autarca.
Ainda assim para muitos imigrantes que vieram para Bragança à procura de uma vida melhor voltar à sua terra natal para já não é opção.
“Adoro Bragança. Estou cá há 16 anos e aqui fico. Não penso em voltar. Sou do Rio de Janeiro, é uma diferença enorme, mas eu prefiro Bragança ao Rio de Janeiro”, afirma Júlio Batista.
Os estudantes estrangeiros também se mostram rendidos às tradições transmontanas. É o caso de Mickaela Wang que veio da China para Bragança aprender português.
“A experiência aqui é muito nova para mim, porque antes nunca vim para a Europa e Bragança é uma cidade muito pequena, mas muito internacional. Há muitos costumes aqui muito diferentes da China. Vou ficar aqui durante 10 meses. Talvez vou arranjar um trabalho em Portugal”, afirma a estudantes chinesa.
Actualmente, a maior comunidade imigrante em Bragança é a brasileira, seguindo-se as comunidades dos países de língua oficial portuguesa. Escrito por Brigantia.