O projeto AcornSelectAI pretende transformar a bolota com a Inteligência Artificial

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Ter, 24/03/2026 - 10:40


O projeto conta com um investimento superior a um milhão de euros, financiado pelo Portugal 2030 e COMPETE 2030, teve inicio em outubro do ano passado e decorre até 2028

Chama-se AcornSelectAI e quer transformar a bolota num recurso mais valioso através da inteligência artificial. O projeto foi lançado pelo MORE CoLAB - Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação e junta ciência e indústria para reduzir o desperdício alimentar.

A tecnologia passa pelo uso de câmaras multi espectrais e algoritmos avançados para garantir maior precisão na seleção, explica Estefânia Gonçalves do More CoLAB.

“O que propõe este projeto é desenvolver um sistema automatizado para separar e analisar os miolos de bolota de alta qualidade através da implementação de tecnologias como algoritmos de machine learning e também computação visual e claro aprendizagem por reforço nos algoritmos. A ideia é, à medida que vamos colecionando dados, este mecanismo aprender e então no final o que pretendemos é ter uma solução que nos permita reduzir ou mesmo eliminar o desperdício alimentar”, explicou

O objetivo é claro: reduzir perdas e aumentar o aproveitamento de um recurso com tradição na alimentação.

“A Landratech faz precisamente um esforço em voltar a introduzir a bolota na alimentação. O que acontece é que não têm um sistema eficaz para fazer esta seleção, acabam por ter alguns desperdícios de bolotas que podem voltar a ser introduzidas não só também na alimentação humana, mas também para farinhas, por exemplo, para rações de animais. A ideia aqui é a partir de um produto se aproveite tudo que esse produto dá”

Para Estefânia Gonçalves, esta é uma oportunidade estratégica que vai permitir expandir esta invenção a outras matérias.

“Nós também pretendemos no final do projeto ter uma solução que não seja só aplicada para à bolota. A bolota é o caso de estudo e foi o mote do projeto, mas a ideia é depois termos uma solução que possa ser adaptada a outros frutos secos”

Além do laboratório MORE, o consórcio conta com especialista da empresa HRV, a Landratech, o Instituto de Telecomunicações e a Universidade da Beira Interior.

O projeto conta com um investimento superior a um milhão de euros, financiado pelo Portugal 2030 e COMPETE 2030, teve inicio em outubro do ano passado e decorre até 2028.

Escrito por Rádio Brigantia

Jornalista: 
Cindy Tomé