Sex, 27/02/2026 - 07:52
Bragança acolheu, ontem, o II Encontro de Futebol Inclusivo, promovido pela Associação de Futebol de Bragança, em parceria com o Centro Social e Paroquial Santos Mártires. O objetivo do projeto é o desenvolvimento de atividades desportivas, dirigidas a pessoas institucionalizadas com deficiência, promovendo o convívio, a inclusão e a igualdade de oportunidades dentro e fora do campo.
“É muito bom. É importante”. A resposta simples de Adérito Rodrigues, do Centro de Educação Especial, da Santa Casa da Misericórdia de Bragança, diz quase tudo sobre o II Encontro de Futebol Inclusivo. Mais do que jogar, a iniciativa, que decorreu ontem, em Bragança, é importante pelo convívio. “É bom estar com estas pessoas por causa do convívio”.
Também Miguel Silva, utente do Espaço Mais, da cidade que acolheu o primeiro encontro, em janeiro, reforçou a importância de sair da instituição para praticar desporto. “Isto para nós é uma brincadeira”.
Segundo Pedro Cepeda, da Associação de Futebol de Bragança, impulsionador da ideia, o projeto de futebol inclusivo nasceu da vontade de alargar a prática desportiva a quem, tantas vezes, fica à margem. “A ideia surgiu dentro daquela perspetiva de a Associação de Futebol de Bragança querer proporcionar a prática de futebol, futsal, das modalidades que a tutela, a um número mais abrangente de pessoas. Neste sentido, faltava conseguir-se englobar as pessoas com algum tipo de deficiência. Começámos com um encontro experimental, que foi feito no final do ano passado. E, neste momento, é com orgulho que podemos dizer que temos 8 instituições connosco. Já tivemos alguns contactos por parte de outras de fora do distrito, ainda não é possível tê-las connosco”.
Sérgio Afonso, técnico superior de desporto do Centro Social e Paroquial Santos Mártires, quer que o caminho seja duradouro porque o projeto tem bases sólidas para seguir em frente. “Para nós é uma alegria imensa poder conseguir incluir e agregar, numa manhã desportiva inclusiva, um número considerável de IPSS, considerando que preenchemos o espaço desportivo por completo”.
E para Sérgio Barrios, da Unidade de Doenças de Evolução Prolongada da ULS do Nordeste, estes momentos são “da maior importância” para os seus utentes. “Além de abrir portas das instituições, nomeadamente para os utentes, para poderem ter outras experiências fora das instituições, há um estreitar de relações também com as próprias instituições. Promovemos muito a interação social e esta é uma das formas, através do desporto, dessa interação social ser conseguida”.
O principal objetivo deste projeto é o desenvolvimento de atividades desportivas, na vertente do futebol, dirigidas a pessoas institucionalizadas com deficiência, promovendo o convívio, a inclusão e a igualdade de oportunidades dentro e fora do campo.
Depois de um primeiro encontro, realizado em janeiro, em Mogadouro, agora foi a vez de Bragança receber a iniciativa.





