Sex, 23/01/2026 - 10:57
Entre 29 de janeiro e 1 de fevereiro, Macedo de Cavaleiros recebe a 30.ª Festa dos Caçadores do Norte e a XVIII Feira da Caça e Turismo, que conta com cerca de 200 expositores.
São esperados cerca de 800 caçadores, número que poderá ainda aumentar, muitos dos quais acompanhados pelas famílias, o que, segundo o presidente da câmara, Sérgio Borges, tem um impacto muito positivo para o concelho.
A feira conta com uma aposta reforçada na qualidade da experiência oferecida a visitantes e participantes. Com um orçamento de cerca de 280 mil euros, o maior de sempre, o certame introduz animação noturna, com dj’s após o encerramento da feira.
“Na Feira da Caça nunca houve artistas e grupos a tocar e estamos a tentar virar aqui um bocadinho e aproveitar ainda mais, prolongar a estadia de quem nos visita no concelho. A ideia, por assim dizer, é haver um maior retorno deste investimento da parte do município, haver um maior retorno para o concelho. Obviamente que, havendo mais visitantes, seja na parte da caça, seja na parte do turismo, ganhamos todos”, frisou.
Ontem, na apresentação da feira, João Alves, presidente da Federação das Associações de Caçadores da 1.ª Região Cinegética, referiu que a proliferação do lobo ibérico tem provocado uma diminuição significativa de espécies e que é urgente defender a caça como se defende este animal.
“O lobo tem proliferado muito. Neste momento é um dos grandes problemas que temos, a nível do curso essencialmente, mas também dos javalis. Os cursos diminuíram de uma forma muito drástica na nossa região desde que o lobo começou a proliferar. Ainda há dias, numa montaria, vimos quatro lobos e na zona onde havia os lobos não havia javalis. A própria caça tem necessidade depois de se defender, e, por exemplo, uma coisa que temos verificado é que em muitas manchas há uma grande concentração de javalis, quando os primeiros eram mais dispersos, e neste momento há muita concentração em algumas zonas. O Estado não faz nada pela caça, e depois faz pelo lobo, não me parece correto, não me parece justo.”
Alertando para a situação da caça menor, João Alves deixou ainda um apelo ao Governo.
“A nível das associações, nós fazemos o que podemos, mas não é muito, porque somos muito penalizados com taxas que são caras e, havendo os caçadores com grande desânimo, muitos desistem e não pagam as cotas para as associações poderem pagar essas taxas e o Estado, nesse sentido, não tem feito absolutamente nada para nos ajudar, antes pelo contrário. Nós estamos cientes de que temos que alertar o Estado para o benefício de existirem caçadores, de existir a caça”, frisou.
O programa inclui três montarias ao javali, uma prova de Santo Huberto, corrida de galgos, a XVIII Copa Ibérica de Cetraria, largada de perdizes, espetáculo equestre, raid turístico, animação musical e ainda o V Seminário sobre Turismo, este ano dedicado às Estações Náuticas em Águas do Interior.
Escrito por Rádio Brigantia.





