Qui, 18/06/2020 - 09:27
O município entende não estarem reunidas condições de segurança para a realização destas actividades, tendo em vista a salvaguarda dos brigantinos, sobretudo das crianças e jovens. Patrícia Soeiro, mãe de uma criança de nove anos, conta com o apoio dos pais para tomar conta da pequena. Ainda assim diz que para a criança será saturante estar sempre em casa.
“Não só das pessoas mais afectadas, porque tenho os mais pais a apoiar-me. Mas para a criança é mais complicado, porque vão passar mais tempo em casa e não vão ter actividades”, disse.
Além de acreditar que com o cancelamento destas actividades a filha acabe por perder as rotinas habituais, a mãe também se mostra receosa com o facto de a criança estar mais tempo na aldeia de onde os avós são naturais.
“Os meus pais disseram-me logo que, de vez em quando, iam até à aldeia e isso sim é uma situação que me deixa um bocadinho apreensiva, porque neste momento tem sido nas aldeias que têm havido situações mais complicadas”, referiu.
Susana Silvano tem duas filhas, uma de cinco anos e outra de sete. A criança mais nova é a única que iria participar nas actividades, promovidas pela câmara, já que a mais velha está inscrita no ATL do Centro Social e Paroquial de Santo Condestável. A mãe das crianças confessa ter ficado surpreendida com a decisão da câmara e não sabe com quem deixar a filha.
“Quando vi fiquei sem chão, porque ela é uma miúda de 5 anos e os ATLs e IPSS não os aceitam, só a partir dos 6 anos, e vai ser complicado. Não sei como vou fazer”, contou.
Os pais desta mãe são pessoas de risco, no que toca à pandemia, e os sogros trabalham. Apesar disso podem-na ir ajudando com a criança mais nova, mas tem Susana Silvano também tem receio que a pequena passe muito tempo na aldeia.
No Facebook, a câmara esclareceu ainda que a decisão prevê que se preserve a saúde individual e o bem-estar colectivo, ao mesmo tempo que se procura evitar cadeias de contágio da Covid-19.
Escrito por Brigantia
Foto: Município de Bragança



