Ter, 03/02/2015 - 11:07
“ O problema na nossa região passa-se com as pessoas de idade. O peso burocrático que advém da lei das armas e da renovação da carta de caçador tem tido algum prejuízo nesse sentido. A escassez da caça também tem sido um dos factores que faz com que haja menos caçadores a praticar”, salienta o responsável.
Castanheira Pinto lamenta que cerca de metade dos caçadores não renove a sua licença para caçar e espera que haja cada vez mais jovens a interessarem-se pela actividade cinegética.“Neste momento ainda temos cerca de 250 mil pessoas com carta de caçador mas que só têm licença para caçar em 2014/15 cerca de metade. Queremos que haja menos caçadores passivos e mais caçadores jovens”, frisa Castanheira Pinto.
A doença vírica hemorrágica do coelho bravo tem levado a uma diminuição de várias espécies de animais, o que consequentemente faz com que a caça também diminua.
Na abertura da Feira da Caça e do Turismo de Macedo de Cavaleiros, que decorreu este fim-de-semana, o secretario de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-Alimentar, Nuno Vieira e Brito, garantiu que está a ser desenvolvido um plano sanitário para combater a doença vírica hemorrágica.
Castanheira Pinto espera que a investigação que está a ser feita nessa área possa passar da teoria à prática o mais rápido possível. “O problema do coelho é uma situação extremamente grave. A escassez do coelho é uma das razões também da diminuição do número de caçadores. O coelho é a base da pirâmide alimentar de muitas espécies. Se houver coelho, há um equilíbrio muito maior entre as várias práticas da caça. Estamos com um problema muito grave e, neste momento a solução está entre a tutela e as universidades. Os caçadores têm que ser parte muita activa nessa solução pois temos a prática e o conhecimento no terreno, temos que participar activamente todos nós nessa solução”, considera o presidente da federação. A burocracia e a diminuição do coelho bravo a contribuírem para a diminuição do número de caçadores. Escrito por Brigantia.