Vespa da galha do castanheiro está a chegar em força ao concelho de Bragança

Ter, 15/05/2018 - 10:27


A vespa da galha do castanheiro está a chegar em força a algumas aldeias do concelho de Bragança. Se em anos anteriores a praga afectava castanheiros novos este ano o paradigma alterou-se e já chegou às árvores adultas. A zona mais afectada é a do Parâmio e Carragosa, mas em Espinhosela também se prevê um cenário grave.

A semana passada já foi necessário recorrer a uma largada do parasitóide predador da vespa da galha do castanheiro, entre as aldeias de Espinhosela e Carragosa.

O presidente da junta de Espinhosela, Octávio Reis, garante que a praga causa preocupação, já que a castanha é uma das principais fontes de rendimento para muitos habitantes da aldeia.

“O ano passado foram sinalizados um souto novo e um velho. Este ano, no souto velho foi efectuada uma largada, naquela os castanheiros sinalizados no ano passado estão efectivamente infectados”, adiantou Octávio Reis.

Esta seria a única largada prevista, no entanto, perante a gravidade da situação encontrada nos últimos dias na aldeia do Parâmio, foi agendada uma nova acção do projecto do Instituto Politécnico de Bragança que promove largadas do parasita para a localidade já esta semana. Segundo o presidente da junta, Nuno Diz, a vespa da galha dos castanheiros foi identificada em muitos castanheiros adultos. "Era normalmente detectada em plantações novas, castanheiros híbridos importados, mas este ano já se encontra disseminada em plantações muito antigas, em castanheiros muito velhos".

Élio Vaz, presidente da Junta de freguesia de Carragosa, assegura que a primeira vistoria aos soutos revelou que já se começa a notar que a situação é mais grave que no ano passado, apesar de a maioria dos casos ser ainda em soutos novos.

"Há muitos casos de castanheiros híbridos comprados este ano e que estão infectados. São castanheiros que vêm de Espanha e de França", referiu.

Entretanto vão continuar as vistorias aos soutos, quer novos quer adultos, para detectar a presença da vespa da galha do castanheiro, que pode levar a quebras de produção na ordem dos 20% inicialmente e mas que podem chegar aos 80% no pior cenário. Escrito por Brigantia.

Jornalista: 
Olga Telo Cordeiro